Meu contador de histórias....





Minha história começou no dia 22 de fevereiro de 1997. E, como toda boa narrativa, contamos com algumas observações iniciais para um pequeno parágrafo de contextualização. Afinal, tudo neste dia era registrado. Meus olhinhos enxergavam a luz pela primeira vez e iam se adaptando para poder visualizar o ambiente ao meu redor. Chorei num primeiro momento, mas logo sorri, pois senti o colo macio e acolhedor de uma mãe guerreira que enfrentou, após quatorze anos da primogênita, novamente uma gravidez. Avistei uma irmã mais velha animada com “o novo brinquedinho” da família. E, por fim, vi um pai apaixonado, esperando sua vez para segurar a sua mais nova princesinha.


Bom, para colocar um foco no tema, lhes apresentarei o personagem central. Afinal, uma história precisa de um herói. E o meu se chama José Carlos - um homem com várias características em uma só pessoa. Aliás, um pescador sempre tem um achado novo pra contar. Esse paizão fez e faz de tudo para que veja a sua família feliz. Pra que um Super-homem se eu tenho um Superpai?


Suas histórias exclusivas e magníficas me faziam sonhar intensamente quando pequena. Sua habilidade pra dança me convidava para subir em seus pés e rodar e rodar pela casa inteira. Sua gentileza me acalentava quando caia de bicicleta, após minha manobra não tão bem executada, e machucava o joelho. E eu não poderia pedir um pai melhor do que este. Ele me comprovou, como um bom nordestino, que os cariocas - como eu- também podem gostar de uma rede. Ele me ensinou a amar e a respeitar o próximo. E ele me mostrou com atitudes que um bom filho é um bom marido, um bom pai e uma boa pessoa.



Vivo escutando que sou parecida com ele, pois tenho alguns traços de seu temperamento forte, outros de suas manias e de seu perfeccionismo. E eu me orgulho disso. Sem esse homem eu não seria metade de quem sou hoje. Minha vida seria muito chata sem sua presença. Aliás, quem iria cantar músicas que ninguém conhece – porque ele muda a letra TODA – dentro de casa? Quem iria guardar as coisas em inúmeros envelopes? Quem iria me dar o colinho paterno nas horas difíceis?  

 

Pai, reafirmando meu ponto de vista, quero lhe agradecer por esse olhar apaixonado de todos os dias. Sei que Dia dos Pais é apenas uma data comercial e que esta comemoração deveria ser sempre vivida, mas especialmente hoje quero lhe dar todo o amor que posso oferecer. Você me dá diariamente um presente, que é a sua bênção, mas hoje eu peço que Deus te abençoe imensamente. Desejo que o senhor tenha muitas felicidades, saúde e paz ao nosso lado.





Ps: Você sempre pede algo, se desculpando imediatamente por ser chato. Não se preocupe com isso porque nós somos chatos juntos e continuaremos assim por muitos e muitos anos. Hahaha!

Te amo demais, meu galego lindo.


Bjks da Ale

4 comentários

  1. lindooooooooooo...tenho certeza q papito foi as lágrimas após ler isso...
    Realmente, meu pai é o meu heroi...lembro de várias estórias contadas por ele quando eu era pequena: a da cachorrinha veneza era a minha preferida.
    Te amo paizão e agora vou poder estar bem pertinho de vc

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    1. Ele chorou mesmo - rsrs! Somos muito sortudas por ter esse galego lindo como pai! Te amo, irmã! Chega logooooooooooooo!

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