Os cães nunca deixam de amar - Teresa J. Rhyne





Hello, People....rs
Até que eu não demorei muito pra voltar, né??? Então, hoje eu vou falar pra vocês sobre um livro lindíssimo, com uma história muito emocionante... O livro é Os cães nunca deixam de amar...bom, pelo título vocês já podem ter uma ideia. Na verdade, se trata de uma biografia escrita por Teresa J. Rhyne. Ela conta sobre a sua história de vida e a de seu cão Seamus (como ela mesma coloca no livro, por ser um nome irlandês, a pronuncia é CHEYMUS). 

Seamus é um cão da raça beagle e que é adotado por Teresa em um centro de animais. O que Teresa não sabia é que apesar de ter apenas 1 ano de vida, Seamus havia contraído uma doença horrível, o câncer. Teresa fica arrasada ao descobrir o diagnóstico de seu cão, porém, como uma boa protetora de animais, não desiste dele e faz todo o possível para sua recuperação, acabando até mesmo com toda sua poupança. Com a ajuda dos veterinários e por seu amor infinito, Seamus vence o Câncer e se torna um cão saudável. 

Porém, o que Teresa não esperava era que 1 ano após a recuperação total de seu cão, ao fazer um alto exame de mama, descobrisse que ela mesma possuía um caroço em seu seio direito. Ao término de todos os exames, é constatado
um câncer... Novamente esse fantasma terrível vem assombrar sua vida, mas com a ajuda de seu namorado Chris e de todo amor de seu cão, ela irá enfrentar todas as barreiras rumo à sua cura.

Achei  esse livro maravilhoso. Na realidade, eu já adoro todo livro que envolva cães, mas essa história é, com certeza, uma linda lição de vida.

 E a leitura dele veio a calhar com o momento em que estamos vivendo. Afinal,  precisamos debater sobre os terríveis testes em animais. Em todo livro é enfatizado que o amor que Seamus dá a Teresa faz com que ela seja mais forte para encarar essa longa e difícil jornada. Assim, quando o ser humano perceber que o amor dos animais já é um remédio, tudo será  mais fácil.

 Já foi comprovado que há possibilidades de se fazer os testes sem uso de animais, então, para que fazer esses seres tão cheios de amor sofrerem?


 A minha opinião sobre o livro se divide em 2:
 Quanto a história, não há o que se falar. Simplesmente PERFEITA.
 Quanto a tradução do livro, eu achei que deixou um pouco a desejar. Não que eu tenha lido o original, mas em vários trechos do livro, se percebe alguns erros de concordância, do tipo: Estão falando de um personagem homem e no meio da frase se refere a esta pessoa como ela, mas nada que fosse tão perturbador.

No livro, a autora coloca o endereço do blog que ela criou no período da doença e é lógico que eu fui conferir se ele estava ativo, e não é que estava? Adorei ver a fotinho do verdadeiro Seamus, que não é o mesmo cão que se encontra na capa da edição Brasileira.

 Bom, este é o link : http://www.thedoglived.blogspot.com.br/

E, ao lançar o livro, a autora criou um novo site com mais fotinhos:

 http://teresarhyne.com/about/

Espero que confiram, pois eles realmente são muito legais!

Enfim, super- recomendo essa leitura ... 

Essa é a capa original do livro

 Esses são os protagonistas da história: Chris, Seamus e Teresa



Bom, galerinha, espero que tenham gostado...um grande abraço para vocês e até a próxima.

Entrevista Exclusiva com o autor Jorge Lourenço!!


Ooie, gente!

Levanta a mão quem lembra de quando foi essa foto! \o/

 Na Bienal, é claro! Bom, como falei para vocês no post em quem minha aventura literária foi descrita, fui especialmente no stand da Novo Século para comprar o livro Rio 2054 e acabei por encontrar com o querido "pai" da obra. Jorge Lourenço, com toda dedicação e carinho, acolheu os livráticos para uma boa conversa sobre o seu enredo. Nesse período, conversei bastante com ele e comentei sobre o blog! Assim, no mundo das redes sociais, entrei em contato e pedi para que o Jorge participasse de uma entrevista online para o TBW BR! E adivinhem só... Ele topou! Iupppps! 

Assim, sem demorar mais, vamos conferir logo nossa exclusiva???
Aproveitem!

****

Olá, Jorge! Seja bem-vindo ao The Best Words BR!

Muito obrigada por aceitar nosso convite e responder, de bom grado, esta entrevista. Ficamos muito felizes com sua disponibilidade e esperamos que curta nosso bate-papo. Vamos começar??

1) Você se descreve no twitter como jornalista em horário comercial, poeta e escritor em tempo integral. Como você conseguiu conciliar tudo isso no processo de escrita de Rio 2054? Qual é a sua tática?

R: Mais ou menos um terço do Rio 2054 foi escrito de madrugada, em um tempo em que eu ainda estagiava no Jornal do Brasil e estudava na UERJ. Foi bem complicado, mas me preparei reservando determinados horários e seguindo-os minuciosamente. 

No entanto, tive um pouco de facilidade com Rio 2054. Os dois terços finais eu escrevi quando me demiti de um trabalho e decidi que só voltaria a procurar emprego quando finalizasse o livro. Foram dois meses escrevendo incansavelmente. Eu acordava escrevendo, levava o notebook para algum lugar que me acalmasse – como Santa Tereza, cafés, Palácio do Catete – e ia dormir pensando no que escreveria no dia seguinte. Foi um período maravilhoso. Se pudesse, viveria só de escrever.

2) Bom, eu tive a honra de conversar um pouco com você na Bienal deste ano. Nesse dia, debatemos sobre distopias – nosso amor em comum - e sobre o mundo literário em geral. Contudo, não falamos sobre uma coisa. Como o seu amor pela leitura e pela escrita começou?

R: Bem cedo. Eu cresci lendo muito e com muita facilidade para escrever. Logo na segunda série, minha professora me pegou para corrigir redações de outros alunos junto com ela como exercício porque viu que eu escrevia muito bem. Ainda no primário, eu escrevia histórias de ficção científica e meus colegas de sala faziam fila para ler. 

Fazer jornalismo também fortaleceu bastante isso. Se antes eu já tinha apurado meu texto por conta própria, trabalhar com produção textual de alta qualidade faz uma diferença enorme. Sobre a leitura, acho que nem preciso falar. Seja Gabriel Garcia Marquez ou JRR Tolkien, nunca deixei de ler. Em Rio 2054, você vê Miguel revirando os restos de um sebo destruído em busca de livros. Me inspirei na minha própria adolescência para isso, já que juntava o dinheiro do lanche para comprar livros.

3)  Quase  todo autor revela que seus personagens “falam “ e “decidem” o que realmente vai parar no enredo. Isso acontece com você? Se sim, como é a sua “comunicação” com eles e qual é o seu momento de maior inspiração?

R: Comigo não é bem assim, rs. Os personagens são realmente vivos e, enquanto você escreve, algumas coisas que você não espera acabam acontecendo. No entanto, acho importante delinear bem a história antes de escrevê-la. Se sua trama é de alguma forma complexa, ela precisa estar muito bem amarrada desde o começo. 

Eu não me comunico com meus personagens, geralmente os coloco em situações e esquemas bem desafiadores e, a partir daí, passo dias pensando como cada um reagiria. Honestamente, acho o desenvolvimento da trama e a elaboração do roteiro a parte mais demorada da escrita.

4)  O que te motivou a escrever sobre esse tema?  Há muito de sua rotina, de sua vida, de suas amizades e de você mesmo em cada página? 

R: Rio 2054 nasceu de várias coisas. Nasceu da minha paixão por ficção científica, do desejo de fazer um futuro distópico plausível, graças à experiência com jornalismo político e econômico que tenho e, acima de tudo, da segregação social cruel que o Rio de Janeiro já vive. 

Geralmente, olhamos para distopias como cenários quase impossíveis, mas acho que já vivemos em uma. Cresci numa favela do Rio. Cresci numa cidade onde você poderia ter um bairro com alguém ganhando mais de R$ 50 mil e, a menos de um quilômetro de distância, outra pessoa vivendo com menos de um salário mínimo. Onde uma pessoa pode estar à beira da morte por não ter dinheiro para bancar um tratamento médico adequado enquanto a outra gasta aquele mesmo dinheiro em uma garrafa de champagne. 

Eu vivi muito destes dois lados porque nasci num lugar pobre e estudei e trabalhei ao lado da ‘elite’ no Colégio Pedro II e no Jornal do Brasil. Parte da segregação dos Escombros de Rio 2054 veio dessa minha experiência pessoal. E, claro, o livro tem muitas inspirações. Filmes como Blade Runner, livros como Neuromancer, mangas como Akira e Battle Angel Alita.

5)  Acredito que você seja um bookaholic. Assim, gostaríamos de saber qual foi o tamanho da sua listinha de livros para a Bienal. E, para completar essa pergunta, há algum livro que você passará para que os seus futuros filhos leiam?

R: Haha, a Bienal é uma época do ano maravilhosa para ficar pobre. Só lá, foram uns 10, sem contar os que descobri por lá e acabei comprando pela Saraiva depois. Sobre os livros que eu gostaria que meus filhos lessem, há vários. Se eu conseguir fazer com que eles gostem de Harry Potter, Senhor dos Anéis e Peter Pan na infância, já vou me sentir um excelente pai.

6) Amante do que faz e feliz com a escolha de sua profissão, Jorge Lourenço só aparece sorrindo em suas fotos das redes sociais. Entretanto, se você tivesse que escolher outra carreira, qual seria?

R: Sempre gostei muito do Direito e quase caí por esse lado na época do vestibular. Sou feliz como jornalista, mas, se pudesse, jogava tudo para o alto e seria escritor em tempo integral.

7) O mercado editorial é muito concorrido, mas quando se tem talento, a obra ganha destaque. Qual foi a sua melhor experiência como autor?

R: Provavelmente foi a Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Algumas coisas maravilhosas aconteceram ali. Pessoas que tinham comprado e curtido o Rio 2054 antes da feira vieram de alguns lugares muito distantes só para ganhar um autógrafo. Outros saíram do estande da Novo Século tão empolgados depois de uma conversa sobre o livro que levaram mais de um exemplar.
Todo evento onde tem corpo a corpo com leitor é muito emocionante. É ali que nós vemos o quanto vale a pena escrever. 

8) Com um certo tempo de caminho profissional, você já aprendeu diversas coisas com pessoas mais experientes. Qual seria a dica que você daria para os aprendizes da escrita e do jornalismo?

R: Nunca parem de escrever. Escrever é um exercício e, como qualquer exercício, você melhora nele a partir da prática. Leia, escreva, revise e, acima de tudo, aceite críticas. Por ser jornalista, tenho a sorte de trabalhar profissionalmente com produção textual de alto nível, o que me dá bastante facilidade para escrever. Mas nem todos têm essa oportunidade, por isso é fundamental treinar e saber reconhecer suas limitações. Já vi boas obras de escritores criativos naufragarem por conta de escrita ruim e críticas ignoradas. Ao mesmo tempo, já vi escritores melhorando MUITO a qualidade dos seus textos a partir de críticas alheias.

9) Depois do sucesso do seu escrito, podemos esperar mais “cheiro de livro novo” do queridinho distópico da literatura nacional? Se sim, você tem algum spoiler para nos contar? - Fique tranquilo, pois só nós vamos saber. Haha! 

R: Tenho sim, haha. Já estou escrevendo um livro de fantasia urbana que se passa no Rio de Janeiro. Ele vai contar a história de um anjo caído, além de envolver vampiros, demônios e bastante intriga. O que posso prometer é uma história com a mesma carga pesada de Rio 2054, mas com uma cara de dark fantasy. Estou muito ansioso para revelá-lo.

10) E para encerrar nossa entrevista, você poderia descrever, em uma palavra, o seu amor pelos livros? 

R: Em uma palavra? Poxa, aí já é difícil. Se posso escolher só uma, ela é “fascinação”.




             Bom, obrigada por dedicar uma parte de seu tempo para conversar conosco, Jorge.

    Muito sucesso e realizações.

         Abraços da Equipe do TBW BR.


*****

  
Amei saber mais sobre os bastidores de Rio 2054 e vocês? Bom, espero que tenham curtido e que corram para comprar essa obra!

Quer ficar por dentro das novidades do livro e do autor? Clique aqui para curtir a página do Jorge no Facebook!

Ps: Já que você está logado, visite a nossa página também haha! 

Beeijos e até o próximo "furo literário" ;)

Primeiro vídeo do nosso Vlog! Aheeeeeeee...

Fala, pessoal... bom, como vocês verão aí embaixo, fizemos o nosso primeiro vlog de resenhas para o nosso Blog.



Então, como dito no vídeo, os atores escolhidos - até então - pelos produtores do filme seriam: 


 Dakota Johnson  - Anastacia


Charlie Hunnam - Christian Grey




 Mas sendo muito franca, eu realmente preferia que fossem:

Mila Kunis - Anastacia

 Christopher Hemsworth


 Durante a minha pesquisa, vi um poster com um carinha que eu não sei quem é, mas que também cairia superbem como o nosso "maníaco por poder":

Bom, espero que tenham gostado....deixem seus comentários aqui embaixo para que possamos melhorar o blog a cada dia e para que tenhamos mais contato com vocês....bjks e até mais!!


Flay

A Bandeira da Educação!



Bom, hoje venho humildemente homenagear as pessoas mais importantes para a educação do nosso país. Aliás, se um dia uma dessas pessoas não me ensinasse a escrever, não estaria aqui compartilhando a minha gratidão com vocês. 

No dia 15 de outubro, comemoramos o dia dos professores, os educadores do mundo inteiro. Aqueles que doam muito de si para que a humanidade possa ser um pouco melhor. Aqueles que além de passarem o conteúdo pedagógico, ensinam sobre a vida. Aqueles tios do primário, aqueles ídolos do ensino médio ou aqueles mestres da faculdade.

Sinceramente, eu não sei se consigo me expressar plenamente nesse post, pois fico com medo de esquecer algo ou de não fazer jus àquela pessoa que tanto admiro. Contudo, vamos tentar.....
                                      
                                                                                                                ***

  Sempre fui muito questionadora. Desde pequena sou a  dona da pergunta "mas por quê?" e sempre "sugo" ao máximo as explicações dos meus professores. Sou ávida por novas lições e "babo" por aqueles que dominam a matéria.
Fico admirada com a paciência e com a persistência deles. A dedicação é notável. Em nenhum momento se recusam a responder suas perguntas, mesmo que elas sejam as mais idiotas possíveis. Pelo contrário, eles sempre dizem que não existe pergunta idiota.

Durante minha vida,  já convivi com diversos professores diferentes. Minha tias do jardim me ensinaram a ler, a escrever, a calcular e a questionar. Sempre me incentivaram e me deram a base necessária para avançar o meu caminho. Meus professores do ginásio e do ensino médio já me acolheram numa idade em que eu já possuía ideias formadas e argumentos na ponta da língua. Eles estão me ensinando a construir a estradinha para o meu futuro. Com muito cuidado e atenção, meu caminho está solidificando com o auxílio deles.

Tenho um imenso carinho por meus educadores. Quase todos se tornaram meus amigos e, por isso, conversamos sobre tudo. 
 
Se você prestou atenção durante nossa conversa, vai perceber que nenhuma insatisfação se tornou presente no texto. E sabe por quê? Simples. Todos os professores, de sua maneira, se propõem a dar o seu melhor e, por isso, muitos profissionais de outras áreas são formados. Não existiria um médico, um engenheiro, um arquiteto, um político (? - acho que isso não conta tanto nesse caso ) e afins se um professor não o ensinasse o necessário. Portanto, manifestarei minha insatisfação nesse exato momento. Não se trata de uma insatisfação pessoal, mas sim geral. Por que esses professores estão sendo tão mal vistos nessas manifestações que estão acontecendo? É direito deles exigirem melhores condições de trabalho. Por que ninguém se preocupa com os diversos auxílios que nossos "queridos políticos" ganham, mas se incomodam com o "Pouco" que a classe que move a nação pede? Eles nos ensinam a pensar (talvez seja esse o problema) e estão mostrando realmente o motivo pelo qual devemos lutar. 

Muitas matérias na grade escolar, como Filosofia e Sociologia, estão voltadas para a reflexão social. É verdade que esses conteúdos foram deixados de lado durante certo tempo, mas ainda bem que eles estão voltando para alimentar nosso raciocínio (fui motivada por isso).

Querido educador, estou levantando minha bandeira como "presente" no seu dia. Quero lhe desejar todo o sucesso e todo o reconhecimento que você merece. Obrigada por formar uma Alexandra que procura se desvincular da massa homogênea que a elite deseja formar.  Obrigada por lutar pelo futuro do país. Obrigada por você existir.

Parabéns !!!!


"Reencontros" - Rafaela Guimarães


O que você faria se o seu verdadeiro amor fosse o seu "irmão" ? Calma, calma, minha gente. Melhorarei a pergunta...

O que você faria se o seu verdadeiro amor fosse o seu melhor amigo, quase irmão? Levaria em conta que um romance poderia acabar com a amizade se a situação não desse certo? Ou "chutaria o balde" e agarraria a sorte que o destino permitira  bater em sua porta?

 Bom, essa é a questão que Kristine e Thomas precisam levar em consideração neste enredo. E para alimentar ainda mais a fogueira, os dois não se viam há dez anos. Ai, meu Deus... O que um reencontro não faz???

Kristine Thrue e Thomas Carter eram amigos de infância e viviam brincando na gloriosa Londres. Tudo parecia perfeito até que o pai de Kris é promovido e precisa trabalhar em L.A. Esta mudança rompe o coração das crianças, mas não havia meio que mudasse esse inevitável rumo do destino. Após dez anos de separação e sem contato, uma foto pode mudar tudo. Sentimentos podem ressurgir. E a curiosidade pode aumentar. Assim, ao ver sua infância num pedacinho de papel, Thommy resolve procurar sua velha "irmã" nas redes sociais e se surpreende com que encontra. Ela não era mais aquela menininha. Ela era uma mulher. Uma mulher linda.

Thomas também estava diferente. Era um músico independente e sonhava com uma divulgação de seu trabalho. Um completo amante das visitas aos pubs com os amigos... Simplificando, um típico britânico.

O reconhecimento foi sendo experimentado ao longo das conversas online e, com o tempo,  Kris resolve convidar Thommy para L.A. Afinal, com a influência de seu pai, ela poderia muito bem ajudá-lo na divulgação de sua música. Bom, vocês já devem saber no que isso vai dar, né?? #romance

Esse livro, como já foi citado em VÁRIAS outras conversas, é obra da querida  Rafaela Guimarães. Sinceramente, eu acho que não consigo descrever tudo o que senti lendo esse escrito. É simplesmente perfeito. Tem um ar britânico, um ar de L.A, um clima de romance e, o melhor de tudo, uma atmosfera completamente real.

 Entre pontos de vistas alternados e muito bem trabalhados, conseguimos entender as mentes de Kris e Thommy. E, vale constar que, foi esse ponto que mais encantou. Aliás,  para que uma mulher "entre" na cabeça de um homem é preciso que um certo cuidado e atenção se façam presentes  para que nenhum detalhe escape de nossa percepção feminina. E francamente, a Rafa soube mandar o seu recado direitinho, pois o leitor consegue sondar os pensamentos de Thomas como se fosse a sua própria consciência.

Outro ponto extremamente positivo: Thomas é um homem real e não aquele príncipe que sempre acerta. Ele erra, reconhece seus erros e admite, como um homem de verdade, que fez "burrada". Kris não foge da regra geral, pois convive com muitos sentimentos de apreensão que nós mulheres costumamos sentir quando estamos apaixonadas. Juntos, os dois formam um conjunto muito melhor. Afinal, Thommy deixou de ser um cantor boêmio dos pubs de Londres por uma antiga paixão de infância. Kris também cresceu e amadureceu, esquecendo seu antigo namorado - que não valia nada - e mostrando para si mesma que merecia muito mais.

Trata-se de uma leitura leve, gostosa e extremamente de alto-astral. Me peguei rindo das bobeiras de Thomas , chorando quando algo não acontecia do jeito que eu imaginava e chorava e ria, ao mesmo tempo, quando os dois estavam de bem um com o outro.

Thommy, com certeza absoluta, é meu personagem favorito. Amo sua personalidade, seu jeito de ver as coisas e de sua mudança no decorrer dos capítulos. Afinal, ele deixou de pensar em qual mulher do bar  levaria para passar uma noite com ele para pensar na mulher que lhe proporcionaria uma família, e não somente um prazer bobo.

A Rafa autografou meu livro na Bienal, como falei no post anterior, e o seguinte comentário constava na dedicatória: "Não caia muito na lábia do Thomas! Ou melhor, caia sim!" . Bom, Rafinha, acho que o seu mocinho conseguiu me arrebatar mesmo. Aliás, quem consegue resistir com um sotaque britânico no "pé do ouvido"? Haha.

Kristine também é fantástica, mas, por diversas vezes, me irritei com seu temperamento. Magoada com situações passadas e com o histórico de pubs de Thomas, ela não deixava o menino se explicar em algumas situações equivocadas, mas tão logo seu coração amolecia com o carinho desse homem maravilhoso.

Juro que "suguei" todos os diálogos de uma hora para outra, mas fiquei com aquela vontade de "economizar" o livro para que não precisasse me desvencilhar desses personagens muito rapidamente. Contudo, precisava saber o que aconteceria e terminei num piscar de olhos. Porém, mesmo assim,  fiquei ansiosa por outro motivo. Reencontros terá continuação. Pois é!! A Rafa não se contentou em criar uma atmosfera linda apenas uma vez. Ela vai repetir tudo isso em Recomeços.  Conclusão: A ALÊ AQUI ESTÁ EUFÓRICA, NÉ???

Bom, eu só posso dizer que você não pode perder esse contexto. Afinal, nada melhor do que relaxar com esse romance maravilhoso e pensar nesta possibilidade:

" E se o passado fosse seu amor do presente?"

***

Pessoal, espero que vocês tenham curtido essa resenha. Esse tema já foi alvo de um papo literário e a autora já nos concedeu uma entrevista exclusiva e, por isso, me senti em casa ao escrever esse post.

 Acho que vou correr para ficar mais com o Thommy antes que a Kris tenha uma crise de ciúmes haha!

Beeijos e até a próxima!