Once Upon a Time...


Ela era uma menina como outra qualquer.
Tinha sonhos, planos, medos, inseguranças....
Quando pequena, brincava de princesa ,
com seus bailes, vestidos, uma fada madrinha e
um final feliz.
Assim, quando crescera um pouco,
essa brincadeira tomou uma parte de seu coração.
Ela já começara a reparar nos menininhos de sua idade
E começara a procurar traços de príncipes em seus rostos rosados de infância.
Crescera mais e não abandonou esse ideal.
Muitos meninos a achavam bonita, mas ela não se identificava com eles.
Ela esperava um cavalo branco, seu sapatinho de cristal e pronto!
No entanto, a adolescência chegara.
Fantasias, novos desejos e sensações surgiram.
Ela mudou e passou a gostar do estilo Bad boy.
Aquele cara que os pais não aprovavam, que tinha identidade falsa,
Que não sabia os nomes das meninas com que ficava e, muito menos,
sabia amar.
Ela sofreu. Não era mais tratada como a princesinha.
Mas ela não tinha pedido isso?
Contudo, mais um tempo passara.
Ela cresceu e a rebeldia passou um pouco.
Agora, ela queria entender o que era ser amada.
Afinal, ela só aprendeu a segurar a onda depois de tantos sofrimentos,
com príncipes falsos e bad boys malucos.
Ela aprendeu muitas coisas e sentia falta de outras.
Mas, para ela, nada fazia mais sentido.
Ela não queria ser mais a mocinha e nem a vilã.
Ela queria ser ela.
A bela menina que exalava uma perfeita harmonia
Entre inocência e rebeldia.
Um dia, sentada na beira da calçada,
Observando a vida que lhe feria continuamente -
Que não lhe dava um amor verdadeiro,
Que não levava em conta o que seu coração implorava
E o que sua mente sonhava teimosamente -
Ela chegou à conclusão de que não precisava se torturar.
Ela acreditava no destino. Acreditava, sim.
Se não fosse o acaso, não existira o Big Bang e,
Muito menos, vida no universo.
Então, o destino tinha que servir para alguma coisa.
Ela acreditou e fez uma súplica baixinho,
Para quem quer que a escutasse.
Decidiu ser independente. Decidiu viver.
Decidiu correr e se libertar daqueles sentimentos sufocantes.
Assim, ela com um impulso,
Começou a correr, correr e correr.
Queria alcançar o mundo com o vento que passava por seus braços abertos.
Queria tentar ver o horizonte da natureza,
Já que não podia ver o seu.
E, foi nesse momento,
Que ela tropeçou em seu cadarço desamarrado
E deu de cara com ele.
O menino da face rosada da infância.
Ele a segurou firme e não a deixou cair.
Um sorriso bobo perambulou teimosamente por seu rosto.
E ela lembrou do conto que esse menino havia compartilhado
Quando os dois brincavam de bailes , cavalos e fadas madrinhas:
" Era uma vez,
Uma menina que queria descobrir o mundo
E um menino que queria descobrir o mundo ao lado dela,
ou melhor, ele queria ser o mundo dela.
Mas a menina, tão destemida e valente, quis ir sozinha pelas montanhas da vida.
O menino ficou triste, chorou, cresceu e viveu,
Mas sempre pensava na menina,
Que um dia fora seu mapa de aventuras e sonhos.
Todavia, ele lembrava que havia feito uma promessa para ela.
E promessas não se quebram.
Ele tinha certeza de que o destino faria sua parte.
Ele tinha prometido que mesmo depois
De tanto tempo, de tanta dor,
Ele a seguraria em seus braços como mágica e
Que seus olhos diriam as coisas que
O tempo tinha deixado pendente.
Que seu olhar seria apaixonado, protetor
E que ele estaria disposto a desvendar o
Mistério do amor de que ambos haviam se privado."
Ela lembrou todas as palavras como se elas fossem ditas há uma hora.
Ela viu a face rosada do menino, lembrando seu príncipe leal
E viu os músculos protuberantes que ele adquirira com o tempo, lembrando um bad boy.
Mas ele não tinha nada de maluco.
E, quando ela retornou seu olhar para o rosto do menino,
O sorriso dele brilhou vendo que ela havia lembrado,
Que ela estava em seus braços
E que ele acabara de cumprir sua promessa.
Sua boca se aproximou da dela e um sentimento surgiu.
Esse sentimento dos dois era novo, intenso
E parecia mágica.
Um beijo foi dado à meia-noite
E, quando ambos escutaram o soar do relógio,
temeram que a mágica acabasse como nas estórias
de suas infâncias rosadas -
Mas não acabou -
E aquele beijo,
Aquele tão profundo e doce beijo,
Disse o que não fora dito,
Apagou o que já fora mágoa,
E ensinou que o amor pode surgir do nada
E ser tudo .
(Alexandra Cristina)


***** 


Bom, galera, eu escrevi esse textinho e, como ele me conquistou de um jeito inesperado, resolvi compartilhar com vocês!

Espero que curtam!

Beeeijos da Alê.

6 comentários

  1. Respostas
    1. Ownnnn! Obrigada, lindona! Fico feliz que tenha curtido ;D
      Beijooos!

      Excluir
  2. Belo, singelo, bem escrito. Uma história inteira, com começo, meio e recomeço. :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nossa! Que honra ver seu comentário por aqui! Fico feliz que tenha curtido! Muito obrigada pelo carinho, Maurício! Isso significa muito para mim, pois você já é um dos meus autores favoritos :D
      Beijos!

      Excluir
  3. Belo texto! Parabéns! Continue escrevendo, querida! Palavras são milagrosas! Grande beijo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ohhh! Obrigada pelo carinho e incentivo de sempre, Carol! Beijossss! <3

      Excluir